Com apoio da inteligência artificial, participantes do Aprendiz Com Potência desenvolveram propostas de revitalização para áreas de Maracanaú

 

E se a gente pudesse transformar os espaços da cidade com a ajuda da tecnologia? Jovens aprendizes do idep, por meio do programa Aprendiz Com Potência, participaram de uma formação que uniu inteligência artificial (IA), meio ambiente e direito à cidade para repensar espaços públicos de Maracanaú. A proposta foi olhar para locais próximos de suas casas, do trabalho ou dos trajetos que percorrem diariamente e imaginar novas formas de ocupação e uso pela comunidade.

Durante a atividade, os participantes fotografaram praças, áreas verdes e outros espaços considerados mal utilizados ou subutilizados. A partir das imagens, utilizaram ferramentas de inteligência artificial para criar propostas de como esses locais poderiam ser transformados, revitalizados e melhor aproveitados.

“Vendo o ponto de vista pedagógico, a atividade é importante porque aproxima o jovem da realidade, transformando esse aprendizado também em experiência prática. O uso da inteligência artificial aguça o desenvolvimento da criatividade, o pensamento crítico, a capacidade de resolver problemas, estimula o protagonismo deles, a sensação de pertencer ao ambiente, e mostra que eles também têm a tecnologia a favor deles”, explica o professor Tiago Jucá, do Aprendiz Com Potência.

 

“Toda a atividade que nós pensamos, nós pensamos nesse lado (pedagógico). Não é simplesmente fazer por fazer”

– Tiago Jucá, professor do Aprendiz Com Potência

 

Formação e processo

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A iniciativa contou com formações realizadas em parceria com áreas da gestão municipal ligadas ao Meio Ambiente, à Tecnologia e ao lazer da Secretaria da Juventude e Lazer. Os jovens receberam orientações sobre temas como direito ao lugar, arborização e possibilidades de intervenção nos espaços urbanos.

O processo foi além da criação das imagens. Os participantes também produziram relatórios e apresentações sobre toda a trajetória da atividade, reunindo os aprendizados das formações, os registros dos espaços escolhidos e as propostas desenvolvidas com o uso da tecnologia.

Veja alguns trabalhos:

A atividade despertou nos participantes uma reflexão sobre o papel da população na preservação dos espaços públicos. Para o jovem aprendiz Nicolau Capingana, 22 anos, a experiência mostrou que o cuidado com a cidade é uma responsabilidade compartilhada. 

\”Eu aprendi que as praças são patrimônios públicos e, por serem públicas, o dever de cuidar delas não é apenas da prefeitura ou do governo, mas também de todos os moradores. Precisamos preservar esses espaços para melhorar a qualidade de vida da população e garantir que continuem sendo locais de lazer. O poder público tem um papel importante na manutenção, mas quem vive próximo também deve cuidar da praça, assim como cuida do próprio quintal\”, pontua o jovem aprendiz.

A experiência deve avançar para ações práticas. Segundo a coordenação pedagógica do idep, estão sendo discutidas intervenções em áreas abertas a partir dos trabalhos produzidos pelos jovens, além da realização de aulas de campo para que eles possam participar das ações e registrar os espaços.

A atividade aproxima tecnologia, formação profissional e participação cidadã, estimulando os jovens a observar a cidade a partir de seus próprios percursos e a pensar em soluções para que espaços públicos possam ser mais acessíveis, arborizados e utilizados pela população.

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